“Temos razões para esperar bons resultados das redes de cooperação entre as entidades públicas e as universidades e politécnicos”
(colocado em 24.01.12)

Pedro Passos CoelhoFoi esta uma das ideias que o Primeiro-Ministro português, Passos Coelho, deixou na apresentação pública do Instituto do Território, a primeira rede portuguesa para o desenvolvimento do território, que se realizou no dia 23 de Janeiro na Fundação Calouste Gulbenkian.

Passos Coelho destacou, ainda, a importância da “sociedade civil assumir de modo dinâmico a sua prerrogativa de pensar sobre a questão do desenvolvimento do território, apresentando propostas concretas”. Para o Primeiro-Ministro, os projetos em curso e os que se irão iniciar, no âmbito da rede portuguesa para o desenvolvimento do território, poderão contribuir para a apresentação de soluções simples e económicas, para os problemas complexos do ordenamento e aproveitamento dos recursos do território nacional.

O Instituto do Território (IT) é uma rede que integra as universidades do Minho, Aveiro, Beira Interior, Nova, Algarve, Lusófona de Humanidades e Tecnologias e Atlântica e os institutos politécnicos de Coimbra, Leiria e Lisboa. Integram ainda o IT o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, o Instituto de Soldadura e Qualidade, a Câmara Municipal do Fundão, a agência de comunicação Deep Step e sociedades de advogados.

O presidente do IT, Rogério Gonçalves, referiu na apresentação pública que “a ideia da criação deste instituto foi a perceção de que, nestes momentos conturbados, compete à inteligência do País, designadamente à Academia, criar soluções, instrumentos e doutrinas que permitam ao país defender e aproveitar melhor os seus recursos”.

Já quanto ao papel que os politécnicos desempenham na rede, Rogério Gonçalves afirmou que estes estabelecimentos de ensino superior são fundamentais pela sua ligação ao território, permitindo uma perceção mais real da atual situação de várias regiões do país. O presidente do IT espera associar aos politécnicos que já integram rede, Coimbra, Leiria e Lisboa que são sócios fundadores, os restantes do país, alargando assim a área de intervenção do Instituto.

Um dos estudos já iniciados pelo Instituto do Território é a criação e divulgação de indicadores de desenvolvimento do território, como sejam o acesso em tempo e distância aos serviços básicos de saúde e as acessibilidades ao espaço urbano, assim como o nível de execução dos instrumentos de planeamento territorial, entre outros.

Projetos em curso

O Instituto do Território já possui alguns projetos em curso, como é o caso da proteção ao património frutícola, que pretende salvaguardar os frutos que não possuem calibre para serem comercializados, desenvolvendo novas soluções de tecnologia e distribuição para o seu aproveitamento.

Outro projeto é o da criação de uma base de dados relativo ao estado atual das pontes, visando melhorar a respetiva segurança e racionalizar os custos de monitorização e manutenção.

Foi igualmente criada, dentro da rede, uma agência com o fim de promover o desenvolvimento e a inovação na orla costeira e nas águas territoriais, através do fomento de atividades desportivas.