Instituto Politécnico de Lisboa

Até 15 de janeiro está patente a exposição “Habitar a céu aberto: vestígios de um país” no Espaço Artes do IPL

IPL

17 Dezembro 2020

Exposição Espaço Artes

Está patente até 15 de janeiro, no Espaço Artes do Politécnico de Lisboa, em Benfica, a exposição de fotografia “Habitar a céu aberto: vestígios de um país” do professor João Abreu da Escola Superior de Comunicação Social. (consultar catálogo)

O trabalho exposto, que tem como mote a paisagem como expressão coletiva, resulta da viagem do autor, durante vinte e um dias, no mês de agosto de 2019, ao longo do território português. No total foram mais de 6000 kms percorridos em Portugal sempre com pernoitas no carro ou em tenda.

 vestígios de um país"

O relato da viagem, partilhada com o fotógrafo Duarte Belo, autor do desenho do trajeto, resultou no livro conjunto “Viagem Maior”, publicado em dezembro deste ano.

Construções inacabadas, ruínas, sinais, anúncios e comércio, uma tenda de praia, são algumas das fotografias expostas, reveladoras de vestígios da presença e atividade humana, através das quais o autor procura que “cada cidadão compreenda o impacto da sua intervenção na paisagem”, disse João Abreu na inauguração da exposição no dia 15 de dezembro.

João Abreu

“Habitar a céu aberto: vestígios de um país” é mais do que uma exposição, a mostra fotográfica resulta de um extenso trabalho de investigação realizado no âmbito do Museu da Paisagem. Trata-se de projeto de I&D, desenvolvido no Politécnico de Lisboa, por uma equipa de estudantes-bolseiros e docentes da Escola Superior de Comunicação Social, com a orientação de João Abreu. Contribuir para a formação de uma cidadania paisagística, ao despertar nos cidadãos um sentido crítico e participativo sobre a paisagem, é objetivo do projeto realizado em parceria com os Politécnicos de Santarém e de Castelo Branco e a empresa STRIX, na área do Ambiente e Inovação.

Promover paisagens sustentáveis, cujo impacto a longo prazo é de indiscutível valor na vida dos territórios, está na génese do Museu da Paisagem que José Cavaleiro Rodrigues, pró presidente do Politécnico de Lisboa para a investigação, espera, em breve, estar acessível a todos os portugueses.

José Cavaleiro Rodrigues e Paulo Morais-Alexandre

O projeto, agora transposto para realidade, procura contribuir para a formação de uma cidadania paisagística, despertando nos cidadãos um sentido crítico e participativo sobre a paisagem. Visa também promover a mediação entre a paisagem e população de um território e a criação de paisagens sustentáveis.
“Uma exposição exemplar”, refere Paulo Morais- Alexandre, pró presidente do IPL para as Artes, “com coerência formal” que, na ocasião, formaliza o convite aos investigadores do projeto Museu da Paisagem, para exporem anualmente no Espaço Artes do Politécnico de Lisboa.

Texto de VG-GCI-IPL
Fotos de DB-GCI-IPL