Instituto Politécnico de Lisboa

PoliLX #4: O despertar da mente e do corpo

IPL

23 Julho 2018

Academia Politécnico Lx

Explorar a capacidade de interpretação do corpo e da voz foi o convite lançado pela Escola Superior de Dança de Lisboa (ESD) e pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa (ESTC) no 4.º dia da Academia Politécnico LX.

«Que os pormenores fazem a diferença» ou melhor, «que em arte a diferença é o que conta» foi um dos ensinamentos básicos (e por isso mais preciosos) ouvidos pelos 50 participantes desta iniciativa do IPL e da Forum Estudante na sua visita à Escola Superior de Dança de Lisboa. O 4.º dia de atividades começaria com uma aula de dança/interpretação corporal no ISEL, a nova casa temporária desta instituição que tem por lema «recordar orgulhosamente o passado, viver intensamente o presente e sonhar com otimismo o futuro». Assim o explicou à jovem comitiva um documentário sobre a história desta escola, com o contributo de docentes, ex e atuais, e alunos. Vanda Nascimento, presidente, é um dos muitos membros desta "família" que aqui começou como aluna e depois se tornou professora e depois adquiriu funções diretivas. A escola tem «uma grande ligação à comunidade», para a qual apresenta shows gratuitos, em diferentes salas e espaços públicos da capital. É que na ESD os ciclos formativos assentam em 5 semanas de aulas e uma de espetáculos, e assim sucessivamente.

A importância da combinação de vários estilos de dança (do hip hop ao ballet), a complementaridade entre dança e teatro, e o equilíbrio entre técnica e interpretação foram algum dos tópicos abordados no documentário que, espera-se, venha a ser exibido na televisão pública. Depois, o grupo teve o prazer de assistir a uma aula de técnicas de dança clássica, onde ficou bem explícita a força de vontade, dedicação, esforço e perfecionismo exibidos pelos próprios alunos e docentes. À noite, oportunidade para aplaudir o espetáculo do final de ano letivo. 

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Para aqueles que são "pés de chumbo" mas, ainda assim, sentem-se completos em palco, a tarde não poderia ter sido mais perfeita. Fomos conhecer cada recanto da Escola Superior de Teatro e Cinema, na Amadora. O que é ser ator? O que é uma peça de teatro? Como se lê um texto em teatro? A tudo isto e muito mais se respondeu num workshop no qual os estudantes foram desafiados a interpretar um texto teatral. «Em teatro é preciso trabalhar muito, mas também brincar, jogar. Não é à toa que, em inglês, peça é "play"», foi-lhe dito. Antes, foram dados a conhecer os cantos à casa (oficinas, atelier de maquetes e armazéns de cenários e figurinos incluídos) desta instituição histórica e pioneira, que resultou de uma reconversão do Conservatório Nacional, e que proporciona formação em Atores, Design de Cena e Produção, conforme contou o seu presidente, Álvaro Correia.

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Outro dos momentos altos daquele que foi o dia mais artístico desta academia foi a visita ao departamento de Cinema da ESTC, onde «98% dos realizadores portugueses são formados», confessou o professor João Milagre, e os ciclos formativos assentam em 10 semanas teóricas e sete práticas. Tempo ainda para assistir a uma curta-metragem de uma aluna e estar à conversa sobre Sétima Arte ou não brotassem desta escola filmes que começam a ganhar destaque em reputados festivais internacionais. 

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Texto e fotos de Vera Faladas Ferreira/Fórum Estudante