Instituto Politécnico de Lisboa

Covid-19

O que são Coronavírus?

Os coronavírus (CoV) constituem uma grande família de vírus com o potencial de causar doenças respiratórias, que podem ir desde uma simples constipação a situações mais graves como a Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS-CoV) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV).

Os coronavírus são doenças zoonóticas, ou seja, transmissíveis entre animais e pessoas. O SARS-CoV foi transmitido a humanos por civetas e o MERS-CoV por dromedários. Vários coronavírus circulam atualmente em animais que ainda não infetaram pessoas.

O que é o SARS-CoV-2?

Um novo coronavírus (nCoV) é uma nova estirpe que nunca foi anteriormente identificada nos seres humanos.

Em dezembro de 2019 foram identificados em Wuhan, na China, os primeiros casos de doença provocados por um novo coronavírus, denominado de SARS-CoV-2. A doença provocada por este novo coronavírus foi designada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de Coronavirus Disease 2019 - COVID-19.

Como se transmite o SARS-CoV-2 entre humanos?

As vias de transmissão da infeção pelo novo coronavírus não são ainda totalmente conhecidas.

Com base nas informações atualmente disponíveis, o SARS-CoV-2 pode ser transmitido de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias (partículas superiores a 5 mícrons), por contacto direto com secreções infetadas e por aerossóis gerados em procedimentos terapêuticos que os produzem.

Quais são os sintomas do novo coronavírus?

Os sintomas mais frequentes incluem febre, tosse, dispneia (“falta de ar”), mialgias e astenia.

Nos casos mais graves, a infeção pode causar pneumonia, insuficiência respiratória aguda grave e insuficiência renal aguda.

Algumas pessoas, embora infetadas, não desenvolvem qualquer sintomatologia.

Cerca de 80% dos doentes apresentam formas leves da doença. Os idosos e doentes com outras patologias de base como a Hipertensão Arterial, insuficiência cardíaca ou a Diabetes Mellitus são mais propensas a apresentar formas graves da doença.

A taxa de letalidade, estimada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), é de 3,4% (3 de março de 2020)

Definição de Caso e de Contacto Próximo

A definição apresentada, baseada no ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças), é decorrente da informação disponível à data.

Caso suspeito


 

Infeção respiratória aguda (início súbito de febre ou tosse ou dificuldade respiratória), sem outra etiologia que explique o quadro

+

História de viagem ou residência em áreas com transmissão comunitária ativa[1] nos 14 dias antes do início de sintomas

OU

Contacto com caso confirmado ou provável de infeção por COVID-19, nos 14 dias anteriores ao início dos sintoma

História de viagem ou residência em áreas com transmissão comunitária ativa[1] nos 14 dias antes do início de sintomas

OU

Contacto com caso confirmado ou provável de infeção por COVID-19, nos 14 dias anteriores ao início dos sintomas

[1] Áreas com transmissão comunitária disponíveis em https://www.dgs.pt/pagina-de-entrada3/corona-virus/organizacoes-internac...

OU
Doente com infeção respiratória aguda grave, requerendo hospitalização, sem outra etiologia.

Caso Provável

Caso suspeito com teste para SARS-CoV-2 inconclusivo ou teste positivo para pan-coronavírus, sem outra etiologia que justifique o quadro.

Caso Confirmado

Caso com confirmação laboratorial para SARS-CoV-2, independentemente dos sinais e sintomas

Contacto

Um contacto é uma pessoa que esteve exposta a um caso confirmado de COVID-19, ou a material biológico infetado com SARS-CoV-2, dentro do período de transmissibilidade (estende-se desde 48 horas antes da data de início de sintomas do caso de COVID-19 sintomático, ou da data da colheita do produto biológico do teste laboratorial do caso de COVID-19 assintomático, até ao dia em que é estabelecida a cura do caso, definida nos termos das Normas 004/2020 e 010/2020 da DGS).

 

Classificação do tipo de contacto próximo

Alto risco de exposição

Pessoa com:

 I. Coabitação com caso confirmado de COVID-19;

 II. Exposição associada a cuidados de saúde, incluindo:

Prestação direta de cuidados a caso confirmado de COVID-19 (sem uso de EPI)
Contacto desprotegido em ambiente laboratorial com amostras de SARS-CoV-2

III. Contato físico direto (aperto de mão) com caso confirmado de COVID-19 ou contato com secreções contaminadas com SARS-CoV-2;

IV. Contacto em proximidade (frente a frente) ou em ambiente fechado com caso confirmado de COVID-19 (ex: gabinete, sala de aulas, sala de reuniões, sala de espera), a uma distância até 2 metros durante mais de 15 minutos;

V. Viagem com caso confirmado de COVID-19:

  • Numa aeronave:

i. Sentado até 2 lugares para qualquer direção em relação ao doente (2 lugares a toda a volta do doente);

ii. Companheiros de viagem do doente;

iii. Prestação direta de cuidados ao doente;

iv. Tripulantes de bordo que serviram a secção do doente;

v.  Se doente com sintomatologia grave ou com grande movimentação dentro da aeronave, todas as pessoas são contacto próximo;

  • Num navio:

i. Companheiros de viagem do doente;

ii. Partilha da mesma cabine com o doente;

iii. Prestação direta de cuidados ao doente;

iv. Tripulantes de bordo que serviram a cabine do doente;

vi. A Autoridade de Saúde pode considerar como contacto próximo, outras pessoas não definidas nos pontos anteriores (avaliado caso a caso).

Baixo risco de exposição (contacto casual)
I.Contacto esporádico (em movimento/circulação) com caso confirmado de COVID-19;

II. Contato frente a frente a uma distância até 2 metros E durante menos de 15 minutos;

III. Contato em ambiente fechado com caso confirmado de COVID-19, a uma distância superior a 2 metros OU durante menos de 15 minutos.

 

Um caso é considerado suspeito se o individuo verificar simultaneamente os critérios clínicos e um dos critérios epidemiológicos.

Existe tratamento específico para a COVID-19?

Atualmente não existe nenhum tratamento específico para a doença causada pelo SARS-CoV-2. O tratamento dos casos confirmados é sintomático e de suporte de órgão.