A Universidade Politécnica de Lisboa (UPL) participou, entre 2 e 4 de setembro, na reunião de avaliação e coordenação do primeiro ano do projeto europeu BRIGHTER – Burundi Renewable Innovation Growth and Higher Education, realizada em Bujumbura e Gitega, no Burundi.
Financiado pelo programa Erasmus+, com um orçamento global de cerca de um milhão de euros e uma duração de quatro anos, o BRIGHTER pretende reforçar a qualidade e a capacidade do ensino superior no Burundi através da capacitação de docentes, modernização das práticas pedagógicas e currículos e desenvolvimento de competências nas áreas das energias renováveis, eficiência energética, inovação e transformação verde.

A delegação da UPL integrou o reitor, António Belo, José Carlos Quadrado, docente do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e coordenador do projeto, e outros elementos da equipa. Participaram também representantes da Slovak University of Technology in Bratislava (STU), da Eslováquia, e da Villanova University, dos Estados Unidos da América, bem como das universidades parceiras do Burundi.
A visita permitiu avaliar os resultados alcançados durante o primeiro ano do BRIGHTER, articular o trabalho entre os parceiros e definir as prioridades para o segundo ano do projeto. O programa incluiu ainda visitas às universidades parceiras, reuniões com representantes governamentais e do setor empresarial e uma cerimónia oficial que reuniu cerca de 300 participantes.
O projeto procura, desta forma, contribuir para o desenvolvimento da capacidade científica e tecnológica das universidades e para a preparação de profissionais capazes de responder aos desafios da transição energética e do desenvolvimento sustentável do país.
Na cerimónia oficial, o Reitor da UPL destacou o papel do ensino superior neste processo e a importância de criar capacidade que permaneça nas instituições para além da duração do projeto. “O BRIGHTER representa a nossa convicção partilhada de que o ensino superior é um dos instrumentos mais poderosos para o desenvolvimento sustentável de um país. Neste projeto, não estamos simplesmente a transferir conhecimento ou tecnologia: estamos a construir capacidade. E essa capacidade permanece num país muito depois de um projeto terminar”, afirmou António Belo.

Durante a visita, decorreram também reuniões com os Ministérios responsáveis pelas áreas da Educação e da Energia, centradas no alinhamento do BRIGHTER com as prioridades nacionais, na sustentabilidade das ações e no reforço da cooperação entre as universidades, o setor empresarial e as entidades públicas.
Na ocasião as autoridades burundesas reconheceram o contributo da Universidade Politécnica de Lisboa para o desenvolvimento do BRIGHTER e a importância do projeto para o reforço do ensino superior e preparação de docentes e profissionais capazes de responder aos desafios da transição energética.
A participação dos reitores das universidades parceiras do Burundi evidenciou também o compromisso institucional com a implementação do projeto e com a integração dos resultados nas respetivas instituições.
Para José Carlos Quadrado, o primeiro ano permitiu criar as bases para a consolidação do trabalho desenvolvido “construir relações de confiança entre todos os parceiros e lançar as bases para uma transformação efetiva das instituições de ensino superior do Burundi. O compromisso demonstrado pelas universidades e docentes, bem como o envolvimento das autoridades e do setor empresarial, dá-nos uma confiança renovada para a segunda fase do projeto. O nosso objetivo é garantir que as competências e estruturas desenvolvidas através do BRIGHTER permanecem nas instituições e continuam a produzir impacto muito para além da duração do financiamento europeu”, disse o professor.
Entre os resultados do primeiro ano destaca-se o progresso na qualificação e no reconhecimento profissional internacional dos docentes do Ensino Superior do Burundi.

Durante a reunião realizou-se uma cerimónia de reconhecimento dos docentes que alcançaram o iPER – International Professional Educator Register. Ao longo do primeiro ano do projeto, mais de 3 % dos docentes do país alcançaram este registo profissional internacional, alinhado com os standards ISCO da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e das Nações Unidas.
O iPER reconhece internacionalmente o desenvolvimento profissional dos docentes e valoriza as suas competências pedagógicas, contribuindo para o reforço sustentável da qualidade do Ensino Superior no Burundi.
A participação da Universidade Politécnica de Lisboa no BRIGHTER reforça a presença internacional e a participação em projetos de transformação dos sistemas de Ensino Superior.
A reunião de Avaliação e Coordenação terminou em Gitega com a definição das prioridades, responsabilidades e calendário de implementação do segundo ano, dando continuidade ao trabalho conjunto dos parceiros e aos objetivos do BRIGHTER para o desenvolvimento sustentável do Burundi.
Mais informações sobre o projeto BRIGHTER: www.brighterburundi.eu
Texto de GCI/UPL