A Escola Superior de Dança (ESD) apresentou, de 11 a 15 de maio de 2026, o Ciclo 5 – 2025/26, dando continuidade à programação académica desenvolvida ao longo do ano letivo. Sob o mote “Processos em evolução. Onde o gesto ganha consistência”, o Ciclo reune apresentações resultantes do trabalho desenvolvido em contexto de aula, com foco na criação, experimentação e investigação artística dos estudantes.
As apresentações decorreram em diferentes espaços: CriArte by Cascais Jovem, em Carcavelos, Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, Estúdios da Escola Superior de Dança e Jardins da Bombarda. A programação integrou trabalhos de estudantes dos vários anos da licenciatura em Dança, em articulação com docentes e criadores convidados.

Uma comitiva do Politécnico de Lisboa, constituída por membros da direção, esteve no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha a assistir à apresentação de OIKOS, criação de Ana Silva Marques, com interpretação dos estudantes do 2.º ano da Licenciatura em Dança. A peça aborda a relação entre corpo, espaço, som e memória, propondo uma reflexão sobre o lugar habitado e partilhado. A apresentação foi acompanhada pela atividade artístico-pedagógica O Eco de OIKOS, uma Bolsa Educativa, desenvolvida no âmbito da Unidade Curricular de Bolsas Educativas II.

Na CriArte by Cascais Jovem, em Carcavelos, foram apresentados o Estudo sobre a obra Chronicle, de Martha Graham, orientado por Cristina Graça, e “Uma Canção para Aqueles que Tiveram de Partir”, criação da mesma docente, com interpretação dos estudantes do 1.º ano. Esta última proposta partiu do texto “Carta a um Refém”, de Antoine de Saint-Exupéry, abordando temas como deslocação, pertença e encontro com o outro.
Nos Estúdios da ESD, os estudantes do 1.º ano apresentaram “Quando se cai”, cai-se sempre no espaço, vai-se sempre para algum lugar e aterra-se sempre nalgum sítio. “Em princípio…”, um conjunto de criações orientadas por Jácome Filipe, centradas na relação entre queda, deslocação e movimento.

O Ciclo 5 terminou nos Jardins da Bombarda, com “Jardim “da” Bombarda”, criação e interpretação dos estudantes finalistas da licenciatura em Dança, sob orientação de Francisco Pedro. A proposta convidou o público a acompanhar um percurso performativo pelo espaço, explorando ideias de memória, transformação e reinvenção.
Flickr photos from the Ciclo 5 – Escola Superior de Dança album.
Texto de MFC/GCI
Imagens de MQ/GCI